Por um pedaço de pão…

A necessidade de saber lidar com o pouco, sempre foi uma busca constante.
A desigualdade sempre foi uma realidade que me deixou vagando, entre sentimentos de inquietação, perplexidade e revolta.

Nos últimos dias, particularmente, alguns acontecimentos tornaram isso mais evidente diante de mim. Poucos com muito e muitos com tão pouco, uma realidade que precisa ser alterada, urgentemente.

Precisamos ter consciência que neste exato momento, alguém desejaria comer aquele resto que comida que você joga no lixo. Aquela roupa velha que você usa para secar o chão, poderia aquecer alguém em uma noite fria.

O desperdício é tratado como um atentado a sobrevivência dos recursos naturais de nosso planeta, mas esquecemos de refletir que antes disso é uma afronta a condição humana de solidariedade e compaixão com nosso semelhante.

Queremos sempre tudo e nada será o bastante, nossa insatisfação mesquinha e egoísta nos afasta da capacidade de entender o quão ineficaz e desnecessários são nossos desejos materiais.

Ao invés de comprar nossa felicidade, poderíamos doa-la, pois quem ajuda divide o que tem, para multiplicar aquilo que realmente precisa: amor.

É tão simples e ao mesmo tempo tão difícil e passível de erros.

Escrevi ele originalmente em 27 de janeiro de 2010 no site Gelo Negro.

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