Sobre pessoas…

Aos poucos, conforme as situações se conjecturam, conforme a necessidade se apresenta, você entende ninguém precisa de você, pessoas precisam de pessoas.

Pessoas necessitam preencher seu tempo, seus vazios, suas expectativas, suas necessidades, mas isso não tem relação direta com você. Em geral, somos uma fração momentânea, dividida homeopáticas doses, que duram a fração do cair de algumas lágrimas, os minutos de um desabafo ou muito tempo, quem sabe uma vida inteira.

Porém, quando aqueles ao seu redor, encontram quem os preencha, descartando a sua necessidade, enfim você percebe que está sozinho. Sempre esteve, mas antes, preenchia os fragmentos da vida alheia. Algum dia, descobrimos uma verdade imutável:

Você só tem de fato a si mesmo.

Quando alguém decide se doar a alguém, em geral acaba sem você próprio, tentando desempenhar, ainda que inconscientemente, de forma eficaz, o papel de fragmento sentimental. Você se anula na busca de alcançar as expectativas do outro e inevitavelmente acaba em uma espécie de nada existencial.

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