A Restauração de Estátuas em Gesso é trabalho delicado, minucioso e de muita paciência.
Segundo a Artista plástica Gláucia Erbs, quando as estátuas são novas, devemos deixá-las fora da umidade, pois mofam com facilidade. Se já estão e mofadas, devemos lixar até sair o bolor e pintá-las novamente, tendo o cuidado de impermeabilizar com goma laca antes para que não absorvam umidade com muita facilidade. Se tiver com trincas ou faltando algum pedaço, devemos restaurar o local aos poucos com gesso ou massa acrílica até preencher o formato original da peça. Lixamos e pintamos como se fosse nova.
Segue abaixo um exemplo de restauração de uma estátua de Nossa Senhoraa, que passou pela enxurrada e foi encontradias após no meio do entulho.
Gláucia terminando a restauração
Restauração no seu estágio final
Expressão de sentimentos e criatividade são as principais características do profissional de Artes Plásticas. Conheça mais sobre a carreira do artista plástico.

Habilitação:
Artista Plástico
Duração do Curso:
3 a 4 anos
Area:
Humanas
Atributos do Profissional:
Criatividade e Sensibilidade
Salário Médio:
R$ 1530,00
O Artista plástico tem a capacidade de difundir um sentimento ou emoção através de suas realizações. Desta maneira utiliza dos mais diversos tipos de materiais para construção de suas obras, e através delas, transmitem mensagens sublimes, seja para reflexão, ou expressão de criatividade.
O Artista Plástico pode optar em seguir carreira na área da educação por parte do magistério, ou optar por uma carreira ligada especificamente com as artes plásticas. Podendo atuar com restauração de obras, ou mesmo produção das mesmas. Há também possibilidade em atuar em instalações artísticas, nas galerias de arte e nos museus expondo as próprias obras, ou então, atuando como curador.
Reportagem Feita por Jeff Skas com Gláucia Erbs
01 · Dia Mundial do Trabalho
02 · Dia Nacional do Ex-combatente
02 · Dia do Taquígrafo
03 · Dia do Sertanejo
03 . Assinatura da Ata de Constituição do Museu de Arte Moderna RJ – (1948)
03 . Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
05 · Dia de Rondon
05 · Dia da Comunidade
05 · Dia Nacional do Expedicionário
05 · Dia do Artista Pintor
05 . Dia do Marechal Rondon
06 · Dia do Cartógrafo
07 · Dia do Oftalmologista
07 · Dia do Silêncio
08 · Dia da Vitória
08 · Dia do Profissional Marketing
08 · Dia do Artista Plástico
08 · Internacional da Cruz Vermelha
09 · Dia da Europa
10 · Dia da Cavalaria
10 · Dia do Campo
11 · Integração do Telégrafo no Brasil
12 · Dia Mundial do Enfermeiro
13 · Abolição da Escravatura
13 · Dia da Fraternidade Brasileira
13 . Dia das Mães
13 · Dia do Automóvel
13 . Dia do Zootecnista
14 · Dia Continental do Seguro
15 · Dia do Assistente Social
15 · Dia do Gerente Bancário
16 · Dia do Gari
17 · Dia Internacional da Comunicação e das Telecomunicações
17 · Dia da Constituição
17 . Dia Internacional contra a Homofobia
18 · Dia dos Vidreiros
18 · Dia Internacional dos Museus
19 · Dia dos Acadêmicos do Direito
20 . Ascensão do Senhor
20 · Dia do Comissário de Menores
21 · Dia da Língua Nacional
22 · Dia do Apicultor
23 · Dia da Juventude Constitucionalista
24 · Dia da Infantaria
24 · Dia do Datilógrafo
24 · Dia do Detento
24 · Dia do Telegrafista
24 · Dia do Vestibulando
25 · Dia da Indústria
25 · Dia do Massagista
25 · Dia do Trabalhador Rural
25 . Dia do Vigilante
27 · Dia do Profissional Liberal
29 · Dia do Estatístico
29 · Dia do Geógrafo
30 · Dia do Geólogo
30 · Dia das Bandeiras
31 · Dia do Comissário de Bordo
31 · Dia Mundial das Comunicações Sociais
Que haja pelo pelo menos o respeito e o sentido a cada data Comemorativa
Por causa de Gideon Sundback tem um zíper na página inicial de buscas do Google hoje. Isto é por que o homem, inventor do zíper, está sendo homenageado pelo Google Doodle de hoje.
Otto Fredrik Gideon Sundback, filho de fazendeiros, nasceu na Suécia e mais tarde viveu na Alemanha migrando poucos anos depois para os Estados Unidos.
O engenheiro elétrico trouxe diversos avanços para ao zíper, também conhecido como fecho-ecler no Brasil. A sua versão de 1914 era muito mais resistente a puxões laterais do que as anteriores que apresentavam a tendência de soltar-se facilmente. Ele modificou o sistema de encaixe dos elementos laterais, quase triplicou sua quantidade por centímetro e criou o deslizador em Y que unia os elementos laterais como se fossem uma única fita.
Este é praticamente o tipo de zíper que todos nós utilizamos ainda hoje em nossas roupas diariamente. Os elementos laterais são presos tão próximos que não há espaço para nenhum dos ‘dentes’ sair do lugar e separar as fitas.
O nome zíper (zipper na grafia em inglês) foi criado em 1923 por um fabricante que incluía a invenção de Gideon em suas botas. Zíperes eram usados também em bolsas de guardar tabaco na época. Levou mais vinte anos depois disto para o zíper se tornar comum na indústria da moda.
Agora pare de brincar com o zíper da calça e volte ao trabalho, seus colegas estão olhando.
Fonte: http://hypescience.com/gideon-sundback-ziper/
Por que foi escolhido o 19 de abril?
Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo Presidente
Getúlio, através do decreto lei número 5.540, Presidente promulgou o Dia do Índio!
Origem da data
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Comemorações e importância da data
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
pesquisa:http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_indio.htm
* Explicando o título deste post, quero contar para meu público que em meados de 1997, participei da Palestra de Caho Lopes, aqui na cidade de Pomerode.
Gostei muito da palestra e também de seus depoimentos pessoais.
Ao deparar com o livro no meu acervo pessoal, achei importante comentar o teor do Livro: “Cara a cara com as drogas” de autoria de Caho Lopes, publicado em 1996, pela “Editora Sulina”e Impresso na Gráfica Editora Palotti, em Porto Alegre/RS.
Falando um pouco sobre o Autor:
Hoje está com 48 anos, e é Administrador na SIJ – Serviço de Informações Judiciárias.
Deixo a vocês uma crônica dele , que achei importante divulgar:
Eu Acredito
Eu acredito que não se levar tão a sério é um grande benefício, que faz com que a gente não se meta em tantas encrencas nem seja tão sisudo.
Eu acredito que para ser feliz basta não complicar, saber estalar os dedos e a língua, e observar as coisas e as pessoas sem apenas olhá-las de relance.
Eu acredito que o dinheiro é bom, mas não é ótimo. Ótima é uma tarde deitado na cama ao lado da mulher amada, escutando a chuva e os trovões lá fora enquanto a gente só pensa em bobagem e fica bem abraçadinho.
Eu acredito nas pessoas de um modo geral, e continuo acreditando mesmo quando tomo um tombo, porque a vida é escrita nas cicatrizes do corpo e da alma e, vez que outra, a gente tem que se machucar, mas sem deixar de acreditar.
Eu acredito que existe um Obi-Wan-Kenobi para cada Darth Wader, um Batman para cada Coringa, e acredito que existe um Super-Homem dentro de cada um que crê e semeia a paz.
Eu acredito que os humildes herdarão a Terra, mesmo que esta crença seja tão assolada pelos arrogantes e prepotentes, pois ainda que eles não dominem o planeta, dominam a mídia e são onipresentes.
Eu acredito nas mensagens que só as coincidências trazem, porque afinal de contas a energia das coisas que existem ao nosso redor tem que se comunicar com a gente de alguma forma.
Eu acredito em quem vive com intensidade e desconfio de quem é sábio, pois a sabedoria é derramada dos livros e vida cada um tem que viver a sua.
Eu acredito que o Elvis não morreu e que a Elis vive, porque louco não se contraria.
Eu acredito no poder transformador de um sorriso, e creio que se ele for dado por uma criança tem o poder de parar o tempo, para que todos nós tenhamos a oportunidade de começar tudo de novo e fazer o que é certo.
Eu acredito no amor, na fantástica couraça que envolve duas pessoas que se amam, na paz que advêm deste encontro e na fidelidade, não por obrigação, mas por redenção.
Eu acredito na boa música, na boa comida, nas viagens inesperadas.
Eu acredito em morrer e recomeçar, porque a vida não pode ser vivida apenas para se curtir a estrada, é preciso que o porto de chegada faça algum sentido.
Porque a vida consiste em acreditar, nunca em desistir.
Caho Lopes
Outubro de 2006
Fonte: da Msg: http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=25091
Hoje, dia 09 de fevereiro, exatamente as 17h10m aconteceu um engavetamento de envolvendo três veiculos.
O caso aconteceu em frente a Escola Municipal Curt Brandes, que por sinal é a maior escola municipal do municipio com quase 800 alunos. E no final das aulas saem da escola quase 400 alunos por turno e neste mesmo período saem os funcuinários de empresas grandes do município. Todos estão com muita pressa, não respeitam a sinalização , que é de 40 km por hora.
Já havia sido proibida a saída de alunos e pais pela parte frontal da escola devido ao trafego intenso de veículos, mas novamente poucas famílias estão colaborando, buscando seus filhos no fundo da escola.
No momento do acidente não foi maior o estrago devido a rápida ação de duas professoras da escola que colocaram três cones de sinalizção para avisar os apressadinhos.
Gente, quando a Escola Curt Brandes vai ter uma frente de escola mais segura?
O mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar.
Causas
O mal de Parkinson se desenvolve mais frequentemente depois dos 50 anos. É um dos distúrbios nervosos mais comuns dos idosos. Às vezes, o mal de Parkinson ocorre em adultos jovens. Ele afeta tanto homens quanto mulheres.
Em alguns casos, o mal de Parkinson é hereditário. Quando uma pessoa jovem é afetada, geralmente se deve a causas hereditárias.
As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O mal de Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lentamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.
O mal de Parkinson em crianças pode ocorrer porque os nervos não são tão sensíveis à dopamina. O mal de Parkinson é raro em crianças.
O termo “parkinsonismo” se refere a qualquer doença que envolva os tipos de alterações de movimento vistos no mal de Parkinson. O parkinsonismo pode ser causado por outras doenças (como o parkinsonismo secundário) ou por determinados medicamentos.
Exames
O médico pode ser capaz de diagnosticar o mal de Parkinson com base nos sintomas e no exame físico. Porém, os sintomas podem ser difíceis de avaliar, principalmente nas pessoas mais velhas. Os sinais (tremores, alterações no tônus muscular, problemas na marcha e postura instável) se tornam mais claros conforme a doença avança.
Um exame pode mostrar:
Sintomas de Mal de Parkinson
A doença pode afetar um ou ambos os lados do organismo. O grau de perda de funções pode variar.
Os sintomas podem ser suaves no início. Por exemplo, o paciente pode ter um tremor suave ou a leve sensação de que uma perna ou pé estejam rígidos ou se arrastando.
Os sintomas incluem:
Buscando ajuda médica
Ligue para seu médico se:
Também entre em contato com seu médico se a doença piorar e já não for possível tratá-la em casa.
Tratamento de Mal de Parkinson
Os medicamentos controlam os sintomas principalmente aumentando os níveis de dopamina no cérebro. Em alguns momentos do dia, os efeitos positivos do medicamento muitas vezes passam, e os sintomas podem reaparecer. Nesse caso, seu médico necessita mudar:
Trabalhe de perto com seus médicos e terapeutas para ajustar o programa de tratamento. Nunca mude ou suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico. Muitos medicamentos podem causar efeitos colaterais graves, incluindo alucinações, náuseas, vômitos, diarreia e delírios. O monitoramento e o acompanhamento do médico são importantes.
Por fim, sintomas como postura inclinada, movimentos congelados e dificuldades na fala podem não responder muito bem ao tratamento com drogas.
Alterações no estilo de vida que podem ser úteis para o mal de Parkinson:
Os assistentes sociais ou outros serviços de aconselhamento podem ajudar você a lidar com a doença e obter assistência (como onde encontrar serviços de comida a domicílio)
Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com mal de Parkinson severo que já não responda a muitos medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes:
Na estimulação cerebral profunda (DBS), o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o movimento.
Outro tipo de cirurgia destrói os tecidos cerebrais que causam os sintomas do mal de Parkinson.
Expectativas
Se não for tratada, a doença piora até a pessoa se tornar completamente inválida. O mal de Parkinson pode levar à deterioração de todas as funções cerebrais e à morte prematura.
A maioria das pessoas responde bem aos medicamentos. A eficácia dos medicamentos em aliviar os sintomas e a duração desse efeito pode ser diferente em cada pessoa. Os efeitos colaterais dos medicamentos podem ser graves.
Pessoas Famosas que tem ou tiveram Parkinson:
Complicações possíveis
Dificuldade de realizar tarefas diárias, Dificuldade para engolir ou comer, Deficiência (varia de pessoa para pessoa), Lesões por quedas, Pneumonia por aspirar saliva.
Fontes e referências:
Lang AE. When and how should treatment be started in Parkinson disease? Neurology. 2009;72(7 Suppl):S39-43.
Weaver FM, Follett K, Stern M, et al. Bilateral deep brain stimulation vs best medical therapy for patients with advanced Parkinson disease: a randomized controlled trial. JAMA. 2009;301(1):63-73.
Zesiewicz TA, Sullivan KL, Arnulf I, Chaudhuri KR, Morgan JC, Gronseth GS, et al. Practice Parameter: treatment of nonmotor symptoms of Parkinson disease: report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology. 2010 Mar 16;74(11):924-31.
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Fonte: http://www.minhavida.com.br
Situada a uma altitude de 860 metros, no planalto de Piratininga, sudeste do Brasil, a cidade de São Paulo é a capital do estado do mesmo nome, o mais populoso do país. A cidade ocupa hoje uma área de 1.525 km2. Ela surgiu de um núcleo que se formou em torno da inauguração do Colégio da Companhia de Jesus, por um grupo de jesuítas, no ano de 1554.
Num dia 25 de janeiro, os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta rezaram a primeira missa daquele assentamento então existente. É a data em que hoje se comemora a fundação da cidade.
Por que a Companhia de Jesus?
Fundada em Roma, em 1539, pelo espanhol Inácio de Loyola, a Companhia de Jesus tinha o principal objetivo de combater a reforma protestante e foi uma instituição muito atuante na colonização do Brasil. Os primeiros jesuítas vieram para o Brasil em 1549, quando desembarcaram na Bahia junto com o governador geral Tomé de Souza.
Segundo os historiadores, os jesuítas fizeram um trabalho relevante com os indígenas, em geral, mas em relação à escravidão, não se envolveram tanto assim.
Costumavam agrupar os índios em aldeias que eram classificadas como Missões. Nessas missões, os índios eram catequizados e trabalhavam no cultivo da terra. Os jesuítas administravam vastas extensões de terra. O excedente do que era produzido negociavam com os colonos.
Anchieta e Nóbrega, os dois jesuítas presentes à fundação de São Paulo, trabalharam com os índios no Brasil de forma diferente. José de Anchieta dominava várias línguas e foi responsável pela elaboração de uma gramática de língua nativa (chamada de língua brasílica). Manoel da Nóbrega participava menos nas letras e mais como líder, segundo consta, por seu temperamento enérgico e diplomático.
Ares frios e temperados como os da Espanha
Foi o que acharam do planalto de Piratininga quando o alcançaram ao escalarem a serra do Mar, os padres Nóbrega e Anchieta. Consideraram a localização boa quanto ao aspecto de segurança, uma colina alta e plana cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú. Ao redor do colégio que ali fundaram surgiu o núcleo inicial da cidade, as primeiras casas de taipa que deram origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Dali partiam as bandeiras
No século XVII, as bandeiras, expedições organizadas para aprisionar índios e procurar minerais preciosos no interior do Brasil, foram responsáveis pela ampliação do território brasileiro, mas não pelo crescimento econômico daquela área. Saíam de São Paulo, explorando sul e centro-oeste, além do estado de Minas Gerais. Importantes rodovias que hoje partem de São Paulo foram inicialmente trilhas abertas pelos bandeirantes: rodovia Anchieta, rodovia dos Imigrantes, via Dutra, rodovia Fernão Dias.
Distante do litoral e isolada Em 1560, São Paulo já era uma Vila, mas não iria se desenvolver rápido. Sofreu um isolamento comercial porque estava distante do litoral e seu solo não era propício ao cultivo dos produtos que àquela época eram exportados.
Até o século XIX, o núcleo se desenvolveria apenas em torno de um triângulo que hoje é chamado de Centro Velho de São Paulo, onde ficam os conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo. Nas ruas Direita, XV de Novembro e de São Bento, estavam o principal comércio e os serviços da cidade.
Impulso dado pela lavoura do café
Em 1681, São Paulo era a cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a vila foi elevada à categoria de cidade. Com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu, a área urbana foi sendo ampliada.
Foi na época da independência do Brasil que São Paulo, como capital da província, com a criação da Academia de Direito e da Escola Normal, acordou para as atividades culturais, intelectuais e políticas, porém somente no final do século é que a cidade iniciou realmente o processo de crescimento econômico, com o desenvolvimento da cultura do café.
A região recebeu muitos imigrantes europeus com qualificação profissional (principalmente italianos) o que viria a possibilitar o acúmulo de capital e a sua industrialização.
O café mudou o perfil socioeconômico da província: abriu um bom mercado de trabalho, o que atraiu também a vinda de brasileiros de outras regiões do país, criando o fenômeno da urbanização na região.
Como São Paulo se urbanizou
A urbanização se expandiu para além do triângulo dos conventos, surgiram as linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás. O Brás e a Lapa eram os bairros operários, estavam ali as indústrias, próximas à estrada-de-ferro inglesa. No Bexiga fixaram-se os imigrantes italianos e nas áreas elevadas e arejadas da avenida Paulista, aberta no final do século XIX, foram construídos os palacetes dos cafeicultores.
Assim como a abertura da avenida Paulista, em 1891, também foram importantes obras urbanísticas na cidade, em 1892, o Viaduto do Chá (ligando o centro velho à cidade nova); em 1825 foi inaugurado o primeiro jardim público de São Paulo, que é hoje o Jardim da Luz e, em 1901, a nova estação da SÃO PAULO Railway, a Estação da Luz. Em 1911 São Paulo ganhou o seu Teatro Municipal.
Alguns marcos do crescimento urbanístico de São Paulo Na década de 20, época de crise do café mas de grande impulso na industrialização, a cidade cresceu muito.
Em 1922, no Teatro Municipal, acontece a Semana de Arte Moderna, símbolo do movimento modernista em que intelectuais como Mário e Oswald de Andrade e Luís Aranha movimentaram as idéias assimilando as mais modernas técnicas artísticas internacionais.
Essa fase da história da cidade trouxe mudanças marcantes no campo da cultura e, na década de 30, conflitos entre a elite política e o governo federal resultaram na Revolução Constitucionalista de 1932. Foram criadas aí a escola Livre de Sociologia e Política e a Universidade de São Paulo. Essa é também a época em que foi inaugurado o maior prédio já construído na América Latina: o Edifício Martinelli, com 26 andares, o primeiro da série de arranha-céus que marcariam a futura paisagem da cidade.
Mudanças deram início à invasão dos autóveis Na década de 40, São Paulo teve uma intervenção urbanística baseada no “Plano de Avenidas” do prefeito Prestes Maia, que investindo maciçamente em seu sistema viário, possibilitou que a cidade priorizasse a circulação de automóveis, intensificada também pelo estabelecimento dessa indústria na década a seguir.
Em 1954, num aniversário da fundação, foi inaugurado o Parque do Ibirapuera, a principal área verde da cidade, com edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Foi nessa época que começou a mudança do parque industrial da cidade para os municípios vizinhos, até que na década de 70, essa mudança se acentuou.
Hoje, a cidade de SÃO PAULO concentra as suas atividades no setor de prestação de serviços, com centros empresariais de comércio como os diversos shopping centers e hipermercados.
Fonte: IBGE
Aniversário da Cidade de São Paulo
25 de Janeiro
São Paulo, da taipa ao concreto
São Paulo é a maior cidade do país, com área de 1525 km2 e mais de 10 milhões de habitantes.
Avenida Paulista, coração da cidade
Muita coisa mudou desde que SÃO PAULO era um pequeno amontoado de casas feitas de taipa de pilão, de onde partiam os bandeirantes rumo a Minas Gerais, em busca do ouro, e onde os jesuítas encontraram um clima fresco semelhante ao europeu e fundaram o Real Collegio.
O pequeno amontoado de casas é hoje uma metrópole de 10,4 milhões de habitantes, uma das mais populosas do mundo. O clima fresco de 451 anos atrás hoje está bem mais quente, graças ao concreto, aos automóveis e à escassa arborização.
Até a famosa garoa, que consagrou a cidade, está se tornando coisa do passado. A cidade assistiu a uma transição da chuva fraca e contínua para aquelas intensas e rápidas, que provocam as já também famosas enchentes.
São Paulo demorou para se desenvolver. Até 1876 a população local era de 30 mil habitantes. Com a expansão da economia, graças especialmente ao café, em menos de 20 anos este número pulou para 130 mil. Mesmo pequena, a cidade pensava grande.
O Viaduto do Chá foi inaugurado em 1892 e, em 1901, foi aberta a Avenida Paulista, a primeira via planejada da capital. A via, que viria a se tornar endereço dos barões do café, não tinha nenhuma casa na época, mas o engenheiro responsável pela obra, Joaquim Eugênio de Lima, profetizava que ela seria a via que conduzirá SÃO PAULO ao seu grande destino .
Outras grandes obras, como a Estação da Luz e o Theatro Municipal, comemoraram a entrada no século XX e marcaram uma nova fase na vida da cidade. SÃO PAULO se industrializava e, para atender à demanda, imigrantes de diversos países da Europa e do Japão adotaram uma nova pátria, fugindo das guerras.
Entre os anos de 1870 e 1939, 2,4 milhões de imigrantes entraram no estado de São Paulo, segundo dados do Memorial do Imigrante.
Italianos, japoneses, espanhóis, libaneses, alemães, judeus. Dezenas de nacionalidades estabeleceram comunidades em SÃO PAULO e contribuíram para que a cidade se tornasse um rico centro cultural e um exemplo de como povos com histórico de guerras e disputas podem viver em paz.
Isso sem falar dos migrantes, que ainda hoje saem de seus estados e municípios em busca da terra da prosperidade e do trabalho, onde todos vivem com pressa. Como diz a música Amanhecendo , de Billy Blanco: Todos parecem correr/ Não correm de/ Correm para/ Para SÃO PAULO crescer .
Muitos prosperam na cidade mais rica da América Latina, mas outros tantos engrossam a lista de desempregados, que oscila em torno de 17% da população economicamente ativa. Sem emprego ou em subempregos, essas pessoas entram também na estatística dos habitantes que vivem em favelas mais de 1 milhão, de acordo com dados da secretaria de Habitação. O desafio de SÃO PAULO é continuar correndo para reduzir estes números.
São Paulo é grande porque tem.
O Museu de Arte de SÃO PAULO (Masp), o mais importante museu de arte ocidental da América Latina;
O Instituto Butantan, que abriga uma das maiores coleções de serpentes do mundo, além de ser o mais moderno centro de produção de vacinas e soros da América Latina;
A SÃO PAULO Fashion Week, principal semana de moda da América Latina e uma das mais importantes do mundo;
A Universidade de SÃO PAULO (USP), terceira maior instituição da América Latina e colocada entre as cem mais conceituadas no mundo;
A Bovespa, maior centro de negociação de ações da América Latina;
A Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), sexta do mundo em volume de negócios, com lances médios diários de US$1,8 bilhão;
O Hospital das Clínicas (HC), maior complexo hospitalar da América Latina;
75% dos eventos realizados no País;
Uma frota de quase 5 milhões de automóveis, o correspondente a ¼ do total do País;
12,5 mil restaurantes e 15 mil bares de dezenas de especialidades, o que lhe rendeu a fama de capital gastronômica do mundo.
Mais de 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) do País.
Saiba um pouco mais sobre a imigração para São Paulo
Ao longo dos 451 anos de fundação da cidade de São Paulo, muitos povos chegaram a capital e assim ajudaram a formar o atual povo paulistano. As heranças desses povos podem ser vista em diversas áreas como arquitetura, culinária, e esportes, entre outras.
Atualmente, povos de mais de 70 países se unem para formar a população paulistana. Os primeiros a chegarem foram os alemães, em 1827, e se fixaram na região de Santo Amaro e Itapecerica da Serra.
No entanto, a primeira associação para incentivar a vinda de famílias européias para SÃO PAULO foi criada apenas 59 anos depois, em 1886. Os asiáticos, principalmente japoneses, começaram chegar na cidade em 1908.
A política de imigração estabelecida pelo Governo do Estado concedia passagens gratuitas para os imigrantes que viessem de terceira classe. Os navios desembarcavam no porto de Santos e os imigrantes seguiam para a capital de trem ou em lombo de animais, e se alojavam na Hospedaria dos imigrantes.
A Hospedaria, localizada no bairro do Brás (onde hoje se encontra o museu da imigração), funcionou de 1888 a 1978 e ofereceu aos recém chegados os serviços gratuitos de alimentação, cama, médicos e contatos com empregadores. Os viajantes podiam permanecer no local por no máximo oito dias, até que acertassem seus contratos de trabalho.
Com a chegada dos imigrantes, houve um aumento no desenvolvimento da cidade e diversificação dos serviços e produtos comercializados.
Na área da cultura, a música clássica foi introduzida pelos alemães e os italianos trouxeram a ópera e o canto lírico. Nas artes plásticas outros italianos, Alfredo Volpi e Victor Brecheret, contribuíram para o movimento modernista. Hoje SÃO PAULO é considerada a capital cultural da América Latina.
No comércio, os alemães e franceses importavam tecidos e eram padeiros, confeiteiros e curtidores de couro. Os alemães também eram os principais responsáveis pela produção de papel e cerveja.
Já os italianos vendiam tecidos e dominavam o comércio de ferragens, funilaria e calçados. Na indústria, eram os maiores responsáveis pelo setor alimentício e tecelagem.
Os japoneses que chegaram a SÃO PAULO no início do século XX e começaram a trabalhar como barbeiros, sapateiros, lavadeiras, diaristas, além de fazerem produtos artesanais. Se fixaram na região central, nos bairros da Liberdade e Glicério.
Os imigrantes de origem árabe, quando chegaram a São Paulo, trabalhavam como mascates. Vendiam chapéus, roupas, relógios, tecidos, jóias e outros produtos nas regiões de comércio popular, como a 25 de Março. E até hoje continuam com comércios semelhantes pela região.
Já os judeus, que vendiam roupas e tecidos de alta qualidade, fixaram suas residências na região de Higienópolis, onde residiam os principais consumidores de seus produtos, os barões do café. Hoje, o bairro ainda tem alta concentração de judeus e descendentes.
Na área esportiva, alguns dos principais clubes da cidade foram fundados por imigrantes árabes, como os libaneses (que fundaram o Monte Líbano e o Clube Homs) e os sírios, (que criaram o Esporte Clube Sírio).
O Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), o Espéria e o Juventus, foram fundados por italianos, o Pinheiros foi fundado por alemães. Os portugueses montaram a Associação Portuguesa de Desportos e os judeus criaram A Hebraica e o Círculo Macabi.
Na culinária, muitos ingredientes corriqueiros da culinária paulista tiveram origem árabe, como o arroz, laranja e berinjela, entre outros, todos eles trazidos na bagagem dos colonizadores portugueses e espanhóis. Outras comidas, como as massas e pizzas vieram da Itália e se tornaram especialidade na mesa dos paulistanos. Devido às influências de várias culinárias, a cidade de SÃO PAULO é considerada uma das capitais gastronômicas do mundo.
Hoje, SÃO PAULO se tornou exemplo de hospitalidade para outras cidades brasileiras e de outras partes do mundo. Em poucos lugares todas as religiões e todos os povos podem conviver harmoniosamente.
Diferentes culturas, hábitos, religiões e tradições foram trazidos com os primeiros imigrantes e se incorporaram na vida do povo paulistano. Agora já podem ser consideradas tradições paulistanas.
Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br